quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

(ex)pessoas


não é você que determina sua própria existência. acreditar nisso é uma grande tolice. ledo engano. puro engodo. mera ilusão. o fato de você estar viva/vivo não significa que você existe, ao menos para mim. para algum outro ser inútil que te idolatre, talvez você exista.

fazemos isso todos os dias. excluímos o registro da existência de pessoas em nossas mentes, nossas memórias, nossos corações (talvez deste último nem tanto, por causa das óbvias dificuldades em se livrar de sentimentos que já criaram raízes). fazemos tal coisa sem a menor cerimônia.

e nem sentimos remorso quando fazemos isso. afinal de contas, agimos apenas por justa conveniência, não?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

incolor

olhar o horizonte e ver as nuvens cinzas que tomam conta do céu. por dias, repetidos dias, repetidas e incontáveis vezes sem mudança a rotina foi assim. não que todos os dias os céus estavam fechados de fato, era mais uma sensação de dia nublado que estava dentro de mim.

era rotina: acordava todo dia meio entorpecido. não era por causa de nenhuma ressaca, de nenhum efeito pós-fim de semana. não era porque eu estava doente. era mais uma sensação um tanto incômoda. falta de inspiração, talvez? não sei, não conseguia entender.

assim como um dia de chuva e nuvens cinzentas, sem nenhum raio de sol, tudo tava meio acinzentado. meio incolor. inodoro. insípido. andava por aí meio dopado, meio acordado. nada parecia interessante. cara, era estranho, mas eu andava por aí assim. era fato: eu tava meio alheio à realidade, meio desconectado do mundo.

mas aí os tempos mudaram. num fim de tarde, eu vi a luz. o sol apareceu no horizonte distante. as nuvens começaram lentamente a se dissipar. lá estava o astro-rei, colorindo o céu com tons alaranjados, e voltando a trazer um pouco de alegria pros meus dias.