É estranho pensar. Pensar e pensar, pensar sem parar. A mente funciona a tal velocidade que as ideias se desencontram. Os pensamentos correm desordenadamente pelas vias da imaginação. Não há congruência entre palavras e atitudes. Ficamos perdidos, alheios, como um barco à deriva. Somos surpreendidos por causa disso: perdemos o poder de reação diante das situações que encaramos.
O pensar em si não é algo ruim, o que complica é pensar demais. Pensar num problema a ser resolvido não é ruim, pensar demais no mesmo problema pode levar ao stress mental. Pensar em alguém não é de todo algo mal, ruim é pensar demais na mesma pessoa, e criar expectativas, que provavelmente não serão alcançadas.
Pensar demais leva ao erro, ao fracasso, a derrota. Se não conseguimos coordenar nossa mente, como solucionaremos um problema? Da mesma maneira, a ausência do pensamento nos faz sermos seres ignorantes e burros. Sem os pensamentos, nos tornamos pessoas desprovidas de criticidade, de imaginação, de objetivos, de sentimentos.
Enfim, o mundo gira na velocidade dos meus pensamentos, e eu nem sempre presto atenção. O mundo dá voltas e mais voltas, e minha mente também, acompanhando esse ritmo ininterrupto e constante. Ela gira e não para de girar...
domingo, 15 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
lembranças, atualidade e o amanhã
"Nothing lasts forever". É interessante como o refrão de uma música pode sintetizar de maneira curta a efemeridade da vida. Memórias e experiências, gestos e sensações, sons e situações, tudo isso, de uma maneira rápida, passa por nós: fazem parte do passado, mas ja foram (e podem influenciar) o presente, e antes disso eram futuro, representado na ansiedade e expectativa do porvir.
Quem nunca esperou com ansiedade ganhar aquele brinquedo de aniversário? Quem nunca desejou voltar pra casa depois de ficar meses longe? Quem nunca sentiu ansiedade em rever um amigo que há muito tempo não era visto? Quem nunca sentiu expectativa ou "frio na barriga" minutos antes de beijar aquela que é a sua inspiração, e que faz seu coração bater mais rápido?
Eis aí o fato: nada dura para sempre. Muito se comenta a respeito, mas nada é certo. O futuro, o que há de porvir, o amanhã, pode-nos trazer tanto coisas boas como ruins. Coisas essas que podem influenciar nosso presente, fazendo com que acreditemos numa ilusão ou vivamos de maneira oposta, sendo extremamente racionais. E o presente influencia o passado, pois é com base na atualidade que construímos as lembranças que ficarão em nossa mente.
Não satisfeita, a vida, com seus belos gracejos paradoxais, faz com que a mesma equação funcione de maneira invertida. O futuro influencia o presente, que influencia o passado, que influencia o presente, que influencia o futuro. Usamos as lembranças para agirmos de maneira diferente na atualidade, visando colher frutos no amanhã. E aí se estabelece o ciclo perpétuo que rege a vida: tudo passa e nada dura, e a vida corre, tal como um rio que segue seu curso até desaguar no mar.
Mas, sabendo que nada dura, tentamos fazer com que tudo fique vívido em nossa mente. A risada que foi dada, o abraço que foi recebido, a companhia de quem já partiu pra eternidade, o beijo apaixonado que foi compartilhado. Infelizmente, por mais que nossa alma anseie por isso, tais lembranças não acontecerão exatamente como aconteceram. E, aí, as lembranças vão perdendo seu tom e cor, e lentamente vão se esvaindo depois do adeus.
Quem nunca esperou com ansiedade ganhar aquele brinquedo de aniversário? Quem nunca desejou voltar pra casa depois de ficar meses longe? Quem nunca sentiu ansiedade em rever um amigo que há muito tempo não era visto? Quem nunca sentiu expectativa ou "frio na barriga" minutos antes de beijar aquela que é a sua inspiração, e que faz seu coração bater mais rápido?
Eis aí o fato: nada dura para sempre. Muito se comenta a respeito, mas nada é certo. O futuro, o que há de porvir, o amanhã, pode-nos trazer tanto coisas boas como ruins. Coisas essas que podem influenciar nosso presente, fazendo com que acreditemos numa ilusão ou vivamos de maneira oposta, sendo extremamente racionais. E o presente influencia o passado, pois é com base na atualidade que construímos as lembranças que ficarão em nossa mente.
Não satisfeita, a vida, com seus belos gracejos paradoxais, faz com que a mesma equação funcione de maneira invertida. O futuro influencia o presente, que influencia o passado, que influencia o presente, que influencia o futuro. Usamos as lembranças para agirmos de maneira diferente na atualidade, visando colher frutos no amanhã. E aí se estabelece o ciclo perpétuo que rege a vida: tudo passa e nada dura, e a vida corre, tal como um rio que segue seu curso até desaguar no mar.
Mas, sabendo que nada dura, tentamos fazer com que tudo fique vívido em nossa mente. A risada que foi dada, o abraço que foi recebido, a companhia de quem já partiu pra eternidade, o beijo apaixonado que foi compartilhado. Infelizmente, por mais que nossa alma anseie por isso, tais lembranças não acontecerão exatamente como aconteceram. E, aí, as lembranças vão perdendo seu tom e cor, e lentamente vão se esvaindo depois do adeus.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
crie e viva.
seja o que você quiser. não se conforme ou se amolde. não imite ou copie. faça de tudo o que você faz algo único, ímpar, jamais visto até então. não deixe que os outros decidam por você. tenha personalidade e gostos próprios, não se leve pela multidão. não deixe que alguém diga o que você deve ou não curtir, o que deve ou não vestir. afaste-se de quem tenta te controlar, de quem tenta fazer você virar um ser inútil, sem atitude. jamais permita que digam aquilo que você deve ou não fazer, aquilo que você deve ou não ler, ou aquilo que você deve ou não ouvir. ignore quem te diz como você deve se comportar, como você deve agir. esqueça quem fala aquilo que você deve ou não dizer. abra-se, busque dentro de si a vontade, o interesse, o tesão pelas coisas da vida. viva na intensidade e literalidade da palavra, e não se prenda ao que passou. escreva sua vida hoje, agora, de maneira diferente.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
castelo de areia.
Eis a ruína das pessoas: seu excesso de autoconfiança. Sobem tão alto, imaginam, fazem planos e sonham; exageram os fatos e observam alvos muito além de seu alcance. Mas, a realidade vem, e como a maré na praia, faz com que seus tão altos castelos de areia desmoronem. Se perdem na multidão de pensamentos e são impiedosamente golpeados pelos fatos. Oxalá se a vida não me fosse cruel assim.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
videscrita.
Versar é viver. Usar a ponta do lápis pra fazer das palavras um refúgio, uma fortaleza, um porto seguro pra alma. Escrever é construir um mundo alternativo e surreal, fazer das frases a ponte entre a realidade crua e impiedosa e o mundo incrível e utópico da imaginação. Poetizar é sentir. Na nostalgia do passado, na expectativa do futuro ou na ansiedade do presente fazer os sentimentos fluírem, e tentar explicar o constante turbilhão de imagens e experiências que aparecem em nossas mentes quando beijamos aquela pessoa que é dona do nosso coração. Viver, construir e sentir, versando, escrevendo, poetizando, videscrevendo.
sorriso.
Por trás de todo sorriso sempre existe algo escondido. Seja
uma intenção, um problema, um sentimento. Mas, e aí, quem se importa? Hoje em
dia as pessoas não sorriem. Andam freneticamente pelas calçadas das cidades
como se fossem formigas, elas vem e vão, e, mesmo nas diversas fisionomias, a
mesma expressão persiste. Estão todos concentrados, focados, preocupados com a
vida. Com as contas a pagar, com o futuro de sua família, se estão casados, ou
se não estão, se preocupam em achar alguém que satisfaça sua vontade
egocêntrica e narcisista. Se preocupam com coisas tão triviais, tão
passageiras, tão corriqueiras. E esquecem-se do poder que aquilo que elas vem
no outro, à saber o motivo desse texto, tem. Esquecem-se do poder escondido por
trás do sorriso.
Assinar:
Postagens (Atom)