"Nothing lasts forever". É interessante como o refrão de uma música pode sintetizar de maneira curta a efemeridade da vida. Memórias e experiências, gestos e sensações, sons e situações, tudo isso, de uma maneira rápida, passa por nós: fazem parte do passado, mas ja foram (e podem influenciar) o presente, e antes disso eram futuro, representado na ansiedade e expectativa do porvir.
Quem nunca esperou com ansiedade ganhar aquele brinquedo de aniversário? Quem nunca desejou voltar pra casa depois de ficar meses longe? Quem nunca sentiu ansiedade em rever um amigo que há muito tempo não era visto? Quem nunca sentiu expectativa ou "frio na barriga" minutos antes de beijar aquela que é a sua inspiração, e que faz seu coração bater mais rápido?
Eis aí o fato: nada dura para sempre. Muito se comenta a respeito, mas nada é certo. O futuro, o que há de porvir, o amanhã, pode-nos trazer tanto coisas boas como ruins. Coisas essas que podem influenciar nosso presente, fazendo com que acreditemos numa ilusão ou vivamos de maneira oposta, sendo extremamente racionais. E o presente influencia o passado, pois é com base na atualidade que construímos as lembranças que ficarão em nossa mente.
Não satisfeita, a vida, com seus belos gracejos paradoxais, faz com que a mesma equação funcione de maneira invertida. O futuro influencia o presente, que influencia o passado, que influencia o presente, que influencia o futuro. Usamos as lembranças para agirmos de maneira diferente na atualidade, visando colher frutos no amanhã. E aí se estabelece o ciclo perpétuo que rege a vida: tudo passa e nada dura, e a vida corre, tal como um rio que segue seu curso até desaguar no mar.
Mas, sabendo que nada dura, tentamos fazer com que tudo fique vívido em nossa mente. A risada que foi dada, o abraço que foi recebido, a companhia de quem já partiu pra eternidade, o beijo apaixonado que foi compartilhado. Infelizmente, por mais que nossa alma anseie por isso, tais lembranças não acontecerão exatamente como aconteceram. E, aí, as lembranças vão perdendo seu tom e cor, e lentamente vão se esvaindo depois do adeus.
Saber que nada é para sempre é um grande motivador, ou ao menos deveria ser. Uma vez que tudo é passageiro, o que se tem a perder?
ResponderExcluirBelo texto.