tava eu sentado no pátio do prédio ontem, sozinho. eram 1 e meia da manhã, e tava uma neblina densa. e pensei. gosto de fazer isso. e tive a ideia desse post.
qual é a coisa que é a nossa motivação hoje? somos movidos pelo o quê? uns são movidos pela ambição, outros são movidos pela religião, alguns são movidos pelo ódio e muitos são movidos pelo amor. os que são movidos pela ambição, pela ânsia de concretizarem suas metas e objetivos, não desistem até que eles alcançem seus alvos, ou morram tentando. os que são movidos pela religião vivem não por si próprios, mas por aquele que os redimiu, logo, renunciam a si mesmos e tomam cada um o seu fardo e vivem uma vida de renúncia, em nome de Deus. os que são movidos pelo ódio, geralmente sofreram alguma decepção imensa e carregam a desconfiança em relação aos outros no coração, junto com a raiva e o desgosto pela(s) pessoa(s) que o decepcionaram. já os que são movidos pelo amor, bem, eles tudo suportam, tudo crêem, tudo esperam. o amor tá tão enraizado nos corações dessas pessoas que eles não se importam com o que fazem contra eles, apenas perdoam incondicionalmente.
fazendo uma breve análise disso aí, eu percebi que eu tava sendo movido pelas coisas erradas. ódio só leva à destruição, e a ambição só leva a uma conquista temporária, já que não viveremos pra sempre aqui na terra. não tô dizendo que você deve mudar sua opinião a respeito, mas é fato que o caminho que eu escolhi pra mim não é o certo. ainda bem que dá pra dar meia-volta e correr. correr na direção oposta.
domingo, 17 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
noite.
22:22. ninguém tava pensando em mim. na verdade, eu tava pensando em alguém. ou melhor, em várias pessoas. enquanto as lembranças apareciam na minha mente, o vento gelado da noite soprava contra meu rosto. foi a hora que decidi que eu escreveria um post. enquanto eu passava pelas ruas da cidade, em direção ao terminal, fui admirando a noite. depois do pôr-do-sol, é o momento mais espetacular do dia.
22:30. estava eu esperando o ônibus no terminal, e fui pensando na vida. percebi como as coisas tomaram rumo até agora, durante esse ano. tanta coisa espetacular aconteceu durante esses meses, tanta gente que passou e deixou marcas na minha vida, tantas emoções que eu vivi, tantos beijos que eu dei... são coisas que nunca sairão da minha mente, jamais.
22:38. dentro do ônibus, e sendo o único passageiro, me coloquei no lugar do motorista e fui pensando como deve ser bom dirigir sozinho, de noite, sem ninguém pra te encher a paciência... não sei porquê, mas a solidão me atrai. às vezes, acredito até que nasci pra ficar só, e a cada dia, com cada atitude, com cada desencontro, eu fico mais e mais convicto dessa ideia.
22:42. a apenas alguns minutos de casa, fui pensando se um dia eu encontraria alguém. se um dia tudo isso, se essa solidão vai acabar, tal quando o motorista acha algum passageiro. por mais que eu esteja quase convicto do contrário, eu mantenho a esperança viva, porque dizem que a esperança é a última que morre.
22:45. desço do ônibus. é fato que a noite é um momento espetacular do dia que pouca gente dá valor. vou caminhando pelas ruas do bairro, em direção à minha casa, e vou aproveitando a brisa suave e gelada da noite. olho pra cima e vejo um céu nublado, mas não menos interessante do que um luar estrelado. enquanto a música que toca no meu celular ecoa pelo silêncio da noite, eu vou caminhando, sozinho, sim, mas com a certeza de que um dia chegarei lá. é, como o Amarante canta em O Velho e o Moço: vou levando assim, que o acaso é amigo, do meu coração...
22:30. estava eu esperando o ônibus no terminal, e fui pensando na vida. percebi como as coisas tomaram rumo até agora, durante esse ano. tanta coisa espetacular aconteceu durante esses meses, tanta gente que passou e deixou marcas na minha vida, tantas emoções que eu vivi, tantos beijos que eu dei... são coisas que nunca sairão da minha mente, jamais.
22:38. dentro do ônibus, e sendo o único passageiro, me coloquei no lugar do motorista e fui pensando como deve ser bom dirigir sozinho, de noite, sem ninguém pra te encher a paciência... não sei porquê, mas a solidão me atrai. às vezes, acredito até que nasci pra ficar só, e a cada dia, com cada atitude, com cada desencontro, eu fico mais e mais convicto dessa ideia.
22:42. a apenas alguns minutos de casa, fui pensando se um dia eu encontraria alguém. se um dia tudo isso, se essa solidão vai acabar, tal quando o motorista acha algum passageiro. por mais que eu esteja quase convicto do contrário, eu mantenho a esperança viva, porque dizem que a esperança é a última que morre.
22:45. desço do ônibus. é fato que a noite é um momento espetacular do dia que pouca gente dá valor. vou caminhando pelas ruas do bairro, em direção à minha casa, e vou aproveitando a brisa suave e gelada da noite. olho pra cima e vejo um céu nublado, mas não menos interessante do que um luar estrelado. enquanto a música que toca no meu celular ecoa pelo silêncio da noite, eu vou caminhando, sozinho, sim, mas com a certeza de que um dia chegarei lá. é, como o Amarante canta em O Velho e o Moço: vou levando assim, que o acaso é amigo, do meu coração...
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
e eu sei lá.
- caramba, é estranho essa sensação.
- que sensação, cê tá doido cara?
- ah, sei lá.
- é, você tá doido mesmo.
enfim, é muito complicado. é realmente difícil tentar dizer alguma coisa, tentar formular alguma ideia, e não conseguir. aí, por consequência, você solta um 'ih, não sei', ou um 'ah, sei lá'. não por falta de vontade ou por desinteresse (geralmente todo mundo pensa que isso sai porque a pessoa não tá prestando atenção no assunto em questão ou porque ela não se interessa pelo assunto, então ela lança mão dessa frase tão pequena mas que frequentemente é interpretada como um 'foda-se, tô nem aí'), mas sim porque realmente a pessoa não sabe se expressar. ela até tem a opinião formada, a ideia já construída e consolidada na mente, mas por medo, ansiedade, timidez, a ideia acaba não saindo.
- mas porquê você diz isso cara? porquê esse sei lá?
- sei lá...
eu vivi muito disso, e ainda vivo. acontece isso com certa frequência, e é meio deprimente. eu me considero uma pessoa bem cabeça-dura, difícil de ser convencido e bem convicto a respeito do que eu penso. mas, quando eu tento expressar alguma opinião sobre algum assunto (é fato que eu não sou assim sempre, acontece em determinadas situações apenas), geralmente sai um sei lá, porque a certeza que eu tinha a respeito se desfaz, talvez pelo medo ou pela ansiedade de saber se vão ou não concordar comigo. então, é complicado isso. quem vive isso sabe como é difícil não encontrar palavras na hora, ver elas fugirem da boca e não ter o que dizer. é difícil.
- que sensação, cê tá doido cara?
- ah, sei lá.
- é, você tá doido mesmo.
enfim, é muito complicado. é realmente difícil tentar dizer alguma coisa, tentar formular alguma ideia, e não conseguir. aí, por consequência, você solta um 'ih, não sei', ou um 'ah, sei lá'. não por falta de vontade ou por desinteresse (geralmente todo mundo pensa que isso sai porque a pessoa não tá prestando atenção no assunto em questão ou porque ela não se interessa pelo assunto, então ela lança mão dessa frase tão pequena mas que frequentemente é interpretada como um 'foda-se, tô nem aí'), mas sim porque realmente a pessoa não sabe se expressar. ela até tem a opinião formada, a ideia já construída e consolidada na mente, mas por medo, ansiedade, timidez, a ideia acaba não saindo.
- mas porquê você diz isso cara? porquê esse sei lá?
- sei lá...
eu vivi muito disso, e ainda vivo. acontece isso com certa frequência, e é meio deprimente. eu me considero uma pessoa bem cabeça-dura, difícil de ser convencido e bem convicto a respeito do que eu penso. mas, quando eu tento expressar alguma opinião sobre algum assunto (é fato que eu não sou assim sempre, acontece em determinadas situações apenas), geralmente sai um sei lá, porque a certeza que eu tinha a respeito se desfaz, talvez pelo medo ou pela ansiedade de saber se vão ou não concordar comigo. então, é complicado isso. quem vive isso sabe como é difícil não encontrar palavras na hora, ver elas fugirem da boca e não ter o que dizer. é difícil.
sábado, 21 de agosto de 2010
o fim.
quando tudo acaba, geralmente todo mundo se desespera. por exemplo, quando alguém é demitido do emprego, ou quando alguém é dispensado pelo namorado/namorada, ou ainda quando alguém perde um ente querido. esses são exemplos de situações que marcam o fim de alguma coisa, e volta e meia vamos enfrentar uma ou outra situação dessas, ou até mesmo todas. mas, o que diferencia as pessoas perdedoras das pessoas que saem vitoriosas é que enquanto um grupo reage de uma maneira ao fim de situações como essas que acabei de descrever, o outro grupo se comporta de outra maneira, completamente diferente e oposto ao comportamento do primeiro grupo. enquanto as pessoas perdedoras ficam chorando as mágoas, não aceitam o que aconteceu e geralmente tentam fazer da vida das pessoas que provocaram o fim de determinada situação um inferno. essas pessoas nunca vão conseguir superar as perdas, porque elas continuam ligadas às situações que elas viveram no passado. mas, enfim, as pessoas vitoriosas se comportam de uma maneira absolutamente diferente. elas fazem uma profunda reflexão do que a situação que elas viveram representou pra vida delas, analisam os pontos positivos e negativos, aprendem com seus erros, e consideram aquilo como mais uma experiência vivida. há algum tempo, eu tenho agido como um vencedor, e isso tem sido ótimo pra mim. e você? continua sendo um perdedor ou uma perdedora?
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
frio.
nessa época do ano, como é óbvio, faz frio. as temperaturas caem, e as pessoas procuram se esquentar da melhor maneira possível. se aquecem vestindo roupas grossas, tomando sopas e caldos, e comendo muito. isso por fora, pra não sentirem frio no corpo. mas, e por dentro? como cada pessoa esquenta seu coração? como cada pessoa trata de si mesma? como cada pessoa cuida das suas aspirações e de seus objetivos? como cada pessoa lida com seus sonhos e seus desejos? como cada pessoa age em relação aos seus sentimentos? tem gente que não dá a mínima pra isso, e deixa o coração congelar. tem gente que até se importa, mas, por causa de decepções e frustrações passadas, por medo de mexer em áreas dolorosas de suas vidas, deixam o coração num modo stand by, porque elas crêem que um dia alguém vai aparecer e levar todo o sofrimento embora. e tem gente que não tem medo de errar e se aventurar, que vivem cada dia intensamente, como se fosse o último de suas vidas. esses, não importando a estação ou época do ano, mantém seus corações aquecidos, pulsando. então, vamos nos aventurar mais, vamos errar mais (porque é errando que se aprende, oras), vamos ser mais ousados, vamos ser mais intensos, vamos tentar mais vezes, vamos nos arriscar mais, vamos nos apaixonar mais, vamos amar mais, pois tudo isso deixa o coração quentinho.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
procuro alguém.
é isso. tô procurando alguém. procuro alguém que goste das músicas que eu gosto, que ame Coldplay, Oasis, Los Hermanos, Little Joy, Arctic Monkeys, She & Him, Hillsong United, The Strokes, Lifehouse, Switchfoot. quero uma menina com um ótimo gosto musical, que goste de todas as bandas supracitadas, e que também me ajude a descobrir mais bandas. quero uma menina que também tenha um pouco de gosto pra música eletrônica, pois um dia eu irei trabalhar com isso. além disso, quero uma menina inteligente, sagaz, sutil, interessante, às vezes tímida, misteriosa, bonita, que escreva bem. quero uma menina romântica, que responda com mais romantismo aos meus gestos de carinho e afeto. quero uma menina que seja independente, que pense de maneira diferente das demais, que se vista de uma maneira diferente. quero uma menina que seja simples, mas sexy. quero uma menina que realmente esteja disposta a ir até o fim. e, quero uma menina, que realmente me ame e goste de mim do jeito que sou. é pedir muito?
sábado, 24 de julho de 2010
escolhas.
elas definem nossa vida. o que seremos e o que faremos, do que viveremos, com quem viveremos; as escolhas estão sempre presentes. no dia-a-dia, temos que decidir, optar, por alguma coisa, por mais insignificante que seja, temos que fazer uma escolha. roupa preta ou azul? comer doces ou salgados? coca cola ou suco? livro ou tv? esperar ou tentar? correr ou andar? dia ou noite? amor ou paixão? ficar ou namorar? são alguns exemplos apenas, das várias decisões que temos que tomar a cada dia. coisas aparentemente bobas agora, podem fazer uma imensa diferença lá na frente. escolhas aparentemente certas, podem se tornar duvidosas à longo prazo. optar por algo mais fácil, pode representar sua ruína lá na frente. então, acho que, devemos pensar, e pensar bem, antes de fazer ou dizer qualquer coisa, seja essa coisa uma decisão boba, como decidir sorrir mais, ou uma coisa séria, como dizer eu te amo pra quem você ama. usem a razão, mas não se esqueçam da emoção.
Ah, se o que eu sou é o que escolhi ser, aceito a condição. ♫
Ah, se o que eu sou é o que escolhi ser, aceito a condição. ♫
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