quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

a história de 2010 parte 2.

é, é agora que eu vou escrever as coisas legais que aconteceram comigo. de janeiro a junho só deu merda, como vocês podem ver. impressionante, em julho que as coisas legais/excitantes/diferentes/interessantes começaram a acontecer. vamo lá então.

Julho
cara, esse foi um mês como eu nunca tinha vivido até então. me vi livre de um peso, de algo que me incomodava pra caramba, e passei a curtir outras coisas. conheci UM MONTE de gente nova e diferente nesse mês. fiquei mais feliz e radiante, as coisas tavam tomando rumo. passei a planificar melhor minha vida, fiz planos pra fazer aula de música e de inglês (acabei só fazendo inglês mesmo, pela condição financeira). foi divertido, mas, mesmo assim, fiquei triste num fim de semana. meu irmão foi estudar fora, e aquilo me deixou meio triste, porque nunca nos meus 18 anos de vida eu fiquei longe do meu irmão. mas, até que foi legal pra ele, então foi bom pra todo mundo. e foi nesse mês que eu conheci o programa que talvez me deu o empurrão que eu precisava na direção de um sonho meu: ser produtor de música eletrônica. baixei o FL Studio e mandei ver nos tutoriais, mas desanimei rápido. também comecei as aulas do curso sonorização ao vivo, e foi uma coisa ótima pra mim, me ajudou a entender bastante coisa e só serviu pra me deixar mais apaixonado pela arte de sonorizar. ah, sem dúvida nenhuma, o fato mais importante do mês, dentre todos esses outros fatos, foi ter conhecido ela, a menina mais besta, engraçada e bonita que eu já vi, teoricamente. o nome dela? Stéffani.

Agosto
foi um mês legal. enfim, foi nesse mês que eu tive certeza que eu queria fazer Publicidade e Propaganda, e viver disso. me preparando pro ano que vem, fiz a inscrição pro ENEM, e foi isso. lembro que tive que me apresentar no exército, aqui no tiro-de-guerra da cidade (o equivalente de quartel, mas só que menor). fui pra lá achando que ia ser dispensado logo de cara, o que não aconteceu. volto lá dia 18 de janeiro de 2011, mas tanto faz. foi um mês divertido, passei o tempo conversando com várias pessoas e consolidei muitas amizades nesse mês. foi também a época que eu comecei a fazer as aulas de inglês, o que me ajudou bastante a melhorar minha habilidade de falar e ler em inglês.

Setembro
vivi um dilema nesse mês: fazer ou não a inscrição pro vestibular da Universidade Estadual daqui da cidade. não tinha publicidade e propaganda, mas mesmo assim eu fiquei até o último dia de inscrição com a dúvida na cabeça. acabei não fazendo. e, me ferrei depois. mas, enfim, foi um mês interessante. voltei com tudo a ver os tutoriais pro FL Studio, terminei minha primeira música, e tive o prazer de ouvir ela ser tocada num set de um DJ amigo meu. foi épico e sensacional, sem mais! continuei a produzir e a ver tutoriais, e li como nunca nesse mês.

Outubro
começou bem demais, pela primeira vez tive acesso a um estúdio pra produzir música, e foi interessante. terminei outra música nesse mês, ficou uma bosta, mas é isso aí, vivendo e aprendendo. enfim, eu deveria ter estudado o mês inteiro pro ENEM, que aconteceria no mês seguinte, mas nem estudei. entre os dias 14 e 16, teve um evento na igreja, e eu passei o recorde de permanência lá. no dia 15 fiquei das 8 e meia da manhã até meia noite e meia, e no dia 16 eu fiquei das 10 até as 2. foram dias cansativos, mas legais, passava as horas livres no estúdio da igreja produzindo minhas músicas (uma mão lava a outra né HAHAHAHAHA). enfim, nesses dias um fantasma do passado apareceu com tudo pra me assombrar. um sentimento que eu dava como morto reapareceu com força. passei boa parte dessas horas na igreja vendo a Fulana. bem, isso só fodeu comigo. e eu voltei a falar com ela.

Novembro
todo mundo na expectativa pro acampamento, que ia acontecer nesse mês, e eu mais preocupado com o ENEM e o vestibular. comecei o mês achando que, se eu tentasse de novo com ela daria certo, mas eu tava errado. e, finalmente, esqueci ela. fiz o ENEM, acho que fui bem, passei mal na véspera do meu aniversário, e tudo bem. veio o acampamento, o acampamento aconteceu, foi legal, me diverti, mudou minha vida e tão rápido como começou, acabou. semanas depois, meu pai foi internado e diagnosticado com câncer. e isso me derrubou de novo. ninguém sabe, mas eu, enquanto minha mãe tava levando ele pro hospital pra ser internado, chorei de desespero, já que eu não podia fazer nada. dois dias depois do diagnóstico sair, eu fiz o vestibular. incrivelmente, tava tranquilo no dia da prova, e voltei pra casa confiante. no dia seguinte, passei o dia inteiro com meu pai no hospital, até a hora que levaram ele pro centro cirúrgico. voltei pra casa aliviado.

Dezembro
o mês começa com meu pai na UTI, eu meio tenso esperando o resultado do vestibular sair e minha irmã chegando da Argentina. dias depois, meu irmão voltou dos estudos dele, mesmo que provisóriamente. fiquei feliz pra caramba, porque meu irmão voltou, e mais ainda depois que meu pai saiu da UTI e voltou pro quarto. a cirurgia que retirou o câncer foi um sucesso! e depois disso ainda, vejo o resultado do vestibular e explodo de alegria. PORRA! pra fechar o ano com chave de ouro, depois de tanta merda. uma semana depois, as aulas dos meus cursos acabam, meu pai volta pra casa e cá estou eu, numa tarde fria de uma quarta-feira nublada escrevendo isso. nem com os fatos de eu ter perdido a oportunidade de ter encontrado meu docinho (ou Stéffani pra quem não sabe), e de não ter ido à Curitiba ver meus avós, tios, e encontrar meu parceiro PH e conhecer as loiras mais gente boa que eu já vi (Angel e Pat, um dia a gente faz o orkontro viu rs) foram suficientes pra estragar esse mês. digo que 2010 foi um ano bom, e valeu a pena ter vivido ele.

e que em 2011, eu tenha sorte na faculdade, arrume um bom emprego, seja (ou não) dispensado do exército e, quem sabe, arrume uma namorada. :D

a história de 2010 parte 1.

eu fiquei um mês e meio sem escrever, então decidi tirar o atraso em alguns posts. creio que vão ser dois, e como o próprio título diz, é uma história um tanto incisiva e detalhada dos fatos que aconteceram na minha vida esse ano. ok, faltam aí 16 dias pro ano acabar, coisas podem acontecer nesses dias, mas prefiro dar como encerrado o ano. vou tentar resumir detalhadamente o que aconteceu nesses 349 dias que se passaram até então. enfim, here we go.

obviamente toda história tem um começo, e como o ano começa no dia 1 de janeiro, então lá estava eu. não lembro ao certo o que eu tava fazendo no dia, mas provavelmente eu deveria estar reclamando do calor, já que eu odeio verão. mas, vou resumir os fatos por mês.

Janeiro
em janeiro foi um mês quente (óbvio né) e, apesar do calor, foi um mês parado. passei a maior parte do tempo baixando música e conhecendo novos produtores de trance/progressive house. foi legal, musicalmente falando. uma coisa mais interessante até foi eu ter visto pela primeira vez aquela que se tornaria a pessoa a qual eu mais amei durante toda a minha vida. não digo que me apaixonei de cara, mas me lembro do dia que eu vi ela. foi num sábado, dia 16. o nome? bem, eu ainda não sabia. enfim, janeiro foi um mês chato, at all. não aprendi bosta nenhuma, não fiz bosta nenhuma, e talvez janeiro anunciou o que tava por vir pro resto do ano.

Fevereiro
parecia que as coisas iam ser chatas também, e continuei na mesma de janeiro, baixava música que nem um doido, gastei tardes jogando uns joguinhos bestas, mas, pelo menos eu passei um tempo escrevendo e lendo. isso sim foi produtivo. os dias foram passando, e com o começo das aulas nas escolas me batia saudade do meu último ano na escola e dos amigos que lá eu fiz. mas, os dias foram passando, e logo quando eu menos percebi já tava no fim do mês. dias importantes (ou nem tanto) foram um sábado que eu baixei uma compilação de música eletrônica, o acampamento de verão, que nem foi tãããão legal assim. lembro também que fui comer pizza na casa da tal menina, foi legal. e também merece menção um domingo no qual minha mãe me apresentou a tal menina que eu tinha visto mês passado, e bem, eu fiquei com uma vergonha maldita no dia, foi ridículo. e lembro que depois desse dia eu guardei o nome dela na cabeça: Fulana. (hehe, sou ótimo nos pseudônimos né?)

Março
bem, eu comecei o mês animado, afinal de contas, o acampamento de verão tinha sido empolgante, e em poucos dias eu ia tirar meu aparelho. também tava feliz pelo meu melhor amigo ter começado a cursar Publicidade e Propaganda, faculdade que, na época, eu sabia que ia fazer, só não sabia quando ia começar. enfim, além de tudo isso, uma coisa ótima me aconteceu: comecei a conversar com a minha paixão na época, e, depois de uma semana, me 'declarei' pra ela, e ela se 'declarou' pra mim. own, que fofo né? pois é, me fez ficar muito feliz. ela fez aniversário, e eu escrevi uma carta pra ela. além disso, lembro que fiquei muito gripado, e acabei indo passar uma noite no hospital por causa da gripe. tirando esse fato, foram bons dias aqueles.

Abril
olha, o mês começou ótimo, afinal de contas, eu tinha alguém pra me preocupar e sabia que esse alguém se preocupava comigo. bem, era ilusão, mas isso eu explico depois. o mês começou bem, eu encontrava ela todo fim de semana, já até tava fazendo planos pra pedir a mão dela em namoro pros pais dela. os dias foram passando, e eu nem ligava pra mais nada, só tinha ela na cabeça. lembro de uma noite que a gente foi prum aniversário de uma conhecida nossa, e foi ótimo. lembro de cada coisa que eu disse pra ela, de cada palavra, de cada gesto... e mais importante do que isso, lembro que fui num show de stand-up comedy de uns amigos do meu melhor amigo, no qual ele ajudou como redator, foi muito foda aquele dia! é, foi um mês legal.

Maio
o ápice da minha relação com ela aconteceu nesse mês. lembro que numa noite gelada de sábado eu beijei ela, foi épico o tal dia. foi a época que eu achei que tudo ia dar certo, pena que eu me enganei. lembro também que tive uma crise séria, acabei desmaiando no banheiro da igreja e fui parar no hospital de novo, pois é, eu gosto de hospital hein (tô sendo irônico). lembro também que baixei muita música nesse mês, e descobri um monte de música boa e nova (algumas nem eram tão novas assim). a primeira metade do mês foi sensacional. mas os dias foram ficando mais frios e a situação foi piorando.

Interlúdio: vocês perceberam que de fato, entre fevereiro e maio minha vida girou em torno da tal Fulana né. sim, confesso que isso de fato aconteceu, devotei a maior parte do meu tempo à ela, direta ou indiretamente. gastei meu tempo pensando nela, falando com ela, escrevendo pra ela, resumindo, uma pura perca de tempo. mas na época ela era a melhor coisa que tinha me acontecido não só no ano, mas em tempos. realmente, eu amei ela como jamais amei outra pessoa, mas, não deu. 'E de repente o que era luz se tornou trevas...'

Junho
o mês começou frio, sinal de que o inverno tava vindo à galope. e a situação minha com ela não era das melhores. mas mesmo assim, eu fui levando, ou melhor, empurrando com a barriga. lembro de um dia que meu melhor amigo veio aqui em casa de tarde, ficamos duas horas conversando e depois a gente assistiu Pulp Fiction. lembro também que baixei nesse mesmo dia um cd épico. o dia foi ótimo, exceto por um ponto: eu discuti com ela. dois dias depois, ela disse que não me queria mais. é, foi difícil pra mim. sofri como jamais tinha sofrido antes, e isso tudo por causa dela. confesso que nos 4 primeiros dias após o 'término' eu chorei como nunca. o que eu tinha sonhado desabou em cima de mim, e a realidade veio à tona. foram duas semanas de sofrimento, até que num belo sábado, quando eu tinha tomado a decisão de realmente ir mandar ela se foder, ela veio e me quebrou de novo: ela ainda me amava. conversamos e 'voltamos', mas, era só aparência, e nem durou muito. 2 semanas e meia depois, já em julho, eu não aguentei mais tanta reclamação, tanta cobrança e 'dispensei' ela. pois é. achei que tinha acabado, mas me enganei.



pode parecer dramático ou não, mas é de fato basicamente o que aconteceu comigo nesses meses, de janeiro a junho. vou postar logo em seguida a continuação, com a história de julho até dezembro.

sábado, 30 de outubro de 2010

correr.

quero iniciar esse post fazendo um breve resumo dos acontecimentos da vida de uma pessoa durante esse ano. bem, o ano começou e lá estava essa pessoa, tocando a vida normalmente, achando que tudo correria bem e daria certo no ano que estava por vir, mas, no fundo, ele mal sabia ao certo o que poderia e o que de fato aconteceria durante os dias, semanas e meses que se seguiriam. passam-se algumas semanas, e eis que surge uma pessoa na vida dele, a qual ele acredita ser a pessoa por quem ele tanto esperou. o sentimento foi evoluindo com o passar do tempo, e em poucas semanas lá estavam os dois, juntos e felizes. mas, no fundo, ele mal sabia ao certo o que estava por vir. ele acreditava estar vivendo a melhor fase, o apogeu, o ápice de sua vida desinteressante, e os fatos só foram melhorando e melhorando, o que fez com que ele acreditasse que realmente tudo ia dar certo. mas, no fundo, o que ele não sabia que ia acontecer estava vindo de encontro. em um período curto de tempo, o que era felicidade, pra ele, se tornou dor, e o que era alegria se tornou desespero. foi um golpe duro pra ele. mas, ao menos isso acarretou um processo de mudança radical no modo de agir, pensar, falar e sentir dele. lentamente ele foi se recuperando, até que num belo fim de semana o que ele suspeitava acontecer veio à tona. ele ficou feliz por se sentir amado de novo, mas, no fundo, ele mal sabia o que ia acontecer em breve. foi uma semana rápida, e tudo de novo foi piorando. ele não aguentou mais, e acabou com o sofrimento. se livrou daquilo que, a poucos meses atrás, ele considerava a maior dádiva que Deus já tinha lhe dado durante seus anos de existência. depois, o tempo foi passando, conheceu outra pessoa, mas ele já não queria se frustrar de novo. e passou a correr. correr de tudo isso. os dias se tornaram semanas, que se tornaram meses, e cá está ele. outrora, ele corria sem uma direção, sem um alvo, mas agora ele tem um norte, ele vai pra uma direção, ele tem um alvo definido. se ele vai correr sozinho, isso eu não sei. mas, é fato que ele não vai mais esperar ela se decidir, e vai correr, correr em direção ao futuro, ao propósito que lhe foi dado, à carreira que lhe foi proposta. e no fim, vai olhar pra trás e dizer:

Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

esperança.

bem, eu não costumo escrever dois posts numa semana só, mas esse tem um motivo especial.

enfim, esperança. procurei no dicionário a definição pra essa palavra e, segundo o que li, significa basicamente 'Ato de esperar; Expectativa na aquisição de um bem que se deseja; Aquilo que se espera, desejando'. pois bem, creio que cada pessoa hoje em dia já passou por algum momento muito difícil em suas vidas. momentos de desespero, de angústia, de solidão e escuridão. todos passamos por momentos onde sofremos, onde tudo começa a ruir. mas uma coisa, só uma coisa que nos leva a perseverar e a crer que tudo irá se resolver: a esperança. mesmo quando tudo tá aparentemente acabado, a crença em que as coisas vão mudar nos anima e nos motiva a seguir em frente. pois é isso que eu sinto agora. tenho esperança de fazer tudo recomeçar e florescer de novo, de fazer tudo acontecer outra vez, mas dessa vez do jeito certo. creio que, se Deus quiser, agora tudo dará certo. é, 3 meses e meio se passaram desde aquele dia, mas, nem a esperança e nem o amor por você não morreram.

domingo, 17 de outubro de 2010

movidos.

tava eu sentado no pátio do prédio ontem, sozinho. eram 1 e meia da manhã, e tava uma neblina densa. e pensei. gosto de fazer isso. e tive a ideia desse post.

qual é a coisa que é a nossa motivação hoje? somos movidos pelo o quê? uns são movidos pela ambição, outros são movidos pela religião, alguns são movidos pelo ódio e muitos são movidos pelo amor. os que são movidos pela ambição, pela ânsia de concretizarem suas metas e objetivos, não desistem até que eles alcançem seus alvos, ou morram tentando. os que são movidos pela religião vivem não por si próprios, mas por aquele que os redimiu, logo, renunciam a si mesmos e tomam cada um o seu fardo e vivem uma vida de renúncia, em nome de Deus. os que são movidos pelo ódio, geralmente sofreram alguma decepção imensa e carregam a desconfiança em relação aos outros no coração, junto com a raiva e o desgosto pela(s) pessoa(s) que o decepcionaram. já os que são movidos pelo amor, bem, eles tudo suportam, tudo crêem, tudo esperam. o amor tá tão enraizado nos corações dessas pessoas que eles não se importam com o que fazem contra eles, apenas perdoam incondicionalmente.

fazendo uma breve análise disso aí, eu percebi que eu tava sendo movido pelas coisas erradas. ódio só leva à destruição, e a ambição só leva a uma conquista temporária, já que não viveremos pra sempre aqui na terra. não tô dizendo que você deve mudar sua opinião a respeito, mas é fato que o caminho que eu escolhi pra mim não é o certo. ainda bem que dá pra dar meia-volta e correr. correr na direção oposta.

sábado, 2 de outubro de 2010

noite.

22:22. ninguém tava pensando em mim. na verdade, eu tava pensando em alguém. ou melhor, em várias pessoas. enquanto as lembranças apareciam na minha mente, o vento gelado da noite soprava contra meu rosto. foi a hora que decidi que eu escreveria um post. enquanto eu passava pelas ruas da cidade, em direção ao terminal, fui admirando a noite. depois do pôr-do-sol, é o momento mais espetacular do dia.

22:30. estava eu esperando o ônibus no terminal, e fui pensando na vida. percebi como as coisas tomaram rumo até agora, durante esse ano. tanta coisa espetacular aconteceu durante esses meses, tanta gente que passou e deixou marcas na minha vida, tantas emoções que eu vivi, tantos beijos que eu dei... são coisas que nunca sairão da minha mente, jamais.

22:38. dentro do ônibus, e sendo o único passageiro, me coloquei no lugar do motorista e fui pensando como deve ser bom dirigir sozinho, de noite, sem ninguém pra te encher a paciência... não sei porquê, mas a solidão me atrai. às vezes, acredito até que nasci pra ficar só, e a cada dia, com cada atitude, com cada desencontro, eu fico mais e mais convicto dessa ideia.

22:42. a apenas alguns minutos de casa, fui pensando se um dia eu encontraria alguém. se um dia tudo isso, se essa solidão vai acabar, tal quando o motorista acha algum passageiro. por mais que eu esteja quase convicto do contrário, eu mantenho a esperança viva, porque dizem que a esperança é a última que morre.

22:45. desço do ônibus. é fato que a noite é um momento espetacular do dia que pouca gente dá valor. vou caminhando pelas ruas do bairro, em direção à minha casa, e vou aproveitando a brisa suave e gelada da noite. olho pra cima e vejo um céu nublado, mas não menos interessante do que um luar estrelado. enquanto a música que toca no meu celular ecoa pelo silêncio da noite, eu vou caminhando, sozinho, sim, mas com a certeza de que um dia chegarei lá. é, como o Amarante canta em O Velho e o Moço: vou levando assim, que o acaso é amigo, do meu coração...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

e eu sei lá.

- caramba, é estranho essa sensação.
- que sensação, cê tá doido cara?
- ah, sei lá.
- é, você tá doido mesmo.

enfim, é muito complicado. é realmente difícil tentar dizer alguma coisa, tentar formular alguma ideia, e não conseguir. aí, por consequência, você solta um 'ih, não sei', ou um 'ah, sei lá'. não por falta de vontade ou por desinteresse (geralmente todo mundo pensa que isso sai porque a pessoa não tá prestando atenção no assunto em questão ou porque ela não se interessa pelo assunto, então ela lança mão dessa frase tão pequena mas que frequentemente é interpretada como um 'foda-se, tô nem aí'), mas sim porque realmente a pessoa não sabe se expressar. ela até tem a opinião formada, a ideia já construída e consolidada na mente, mas por medo, ansiedade, timidez, a ideia acaba não saindo.

- mas porquê você diz isso cara? porquê esse sei lá?
- sei lá...

eu vivi muito disso, e ainda vivo. acontece isso com certa frequência, e é meio deprimente. eu me considero uma pessoa bem cabeça-dura, difícil de ser convencido e bem convicto a respeito do que eu penso. mas, quando eu tento expressar alguma opinião sobre algum assunto (é fato que eu não sou assim sempre, acontece em determinadas situações apenas), geralmente sai um sei lá, porque a certeza que eu tinha a respeito se desfaz, talvez pelo medo ou pela ansiedade de saber se vão ou não concordar comigo. então, é complicado isso. quem vive isso sabe como é difícil não encontrar palavras na hora, ver elas fugirem da boca e não ter o que dizer. é difícil.