hoje, antes de sair pra faculdade, vi a previsão do tempo, que dizia que não haveria chuva pro resto da semana. nem ao menos tempo nublado. erro grave. chego na faculdade, e descubro que não tem aula. vou ao ponto de ônibus esperar o coletivo, e enquanto espero ele, vejo do ponto de ônibus um céu com tonalidades cinzas-avermelhadas, com relâmpagos riscando as nuvens carregadas, que cobriam toda a extensão do céu. era o presságio da chuva, que caiu momentos depois que cheguei em casa.
enquanto os ônibus que tomei andavam pelas ruas escuras, que volta e meia ficavam claras graças a um ou outro relâmpago, comecei a pensar a respeito das previsões que fazemos do futuro. insistimos sempre em tentar descobrir o que irá acontecer, fazendo previsões, análises, planejamentos e coisas afins. planificamos nossas ações com base em previsões, vislumbramos nossas decisões futuras com base em incertezas. e falhamos.
falhamos porque é impossível prever o futuro. e, dessa maneira, todos os nossos planos se esvaem. todas as nossas expectativas se frustram. toda a visão que temos do futuro é obscurecida por nuvens negras, de tons cinza-avermelhadas. os trovões e relâmpagos das dúvidas insistem em cortar esse céu enegrecido, e aí nos sentimos sem esperança. sem vontade. sem forças.
e assim se segue o ciclo da vida: os céus se fecham, as dúvidas vem, a chuva cai e nos molha... mas, como nada dura pra sempre, depois da noite tempestuosa, vemos no alvorecer a esperança de um futuro melhor, por mais imprevisível que seja.
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