imagine um daqueles gráficos de empresa: todos os indicadores estão ali, as
coisas parecem normais. tudo certo, nada está fora do lugar.
é falha grave imaginar isso. hoje em dia, todos nós corremos
atrás de números. é óbvio que no trabalho somos forçados a alcançar metas
pré-estabelecidas, mas essa busca desenfreada atrás de algo aparentemente tão
simples como alguns números não se resume apenas a nossa labuta diária.
seja nos estudos, onde necessitamos de boas notas para não
reprovar, seja no fim do mês, quando precisamos calcular o destino de nosso
salário para as contas que assumimos, e até mesmo nas relações interpessoais,
os números permeiam (e atormentam) nossa existência.
até nossos sonhos são condicionados a esses números.
querendo ou não, sujeitamos aquilo que deveria ficar intocado e isolado de
qualquer influência externa a algo que exerce pressão sobre nós diariamente.
e quando as coisas vão passando, a gente olha pra trás e só
percebe: tudo virou estatística. a vida é um traço dentro de um gráfico, cheia de altos e baixos. e quando tudo se finda, seja na soma ou na subtração, na multiplicação
ou na divisão, as coisas viram meros números, simples traços nessa loucura
gráfica que é viver a vida hoje em dia.
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