segunda-feira, 18 de agosto de 2014

atração e efemeridade

tudo geralmente começa com um oi. as coisas evoluem rápido, chegando em seu ápice quando entram em ebulição os desejos que estavam sendo acumulados. e tão rápido quanto a própria escalada da atração mútua entre os dois corpos, dissipam-se o interesse, a paixão e o tesão que causaram tão intensa mas tão breve "relação".

é nessa essa constante efemeridade em que nós, enquanto seres humanos interessados em nossos pares, vivemos hoje. a realidade na qual estamos inseridos no século 21, que por vezes acontece de forma paralela a outras situações similares, como se ocorresse em várias camadas ou em vários níveis, é a bola da vez. está por aí, espalhando-se e se replicando vorazmente, com uma força espetacular.

assim, o ciclo se repete de forma quase mecânica com boa parte das pessoas que conhecemos. no entanto, muitas delas não conseguem se adaptar e sobreviver nessa nova regra, que acaba ditando a nova dinâmica dos relacionamentos interpessoais em nosso tempo. suas memórias são trucidadas sem misericórdia, nem as melhores experiências ou lembranças passam incólumes por essa rotina cruel.

no fim, a força de cada indivíduo vai se dissolvendo num coletivo de mentes que pensam, falam e agem da mesma maneira. todos abdicam daquilo que os tornam únicos em prol da busca por uma vida que nunca possuirão, correm desesperados buscando chamar atenção de pessoas que nunca se importarão.

e assim vivemos nos dias de hoje.

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