sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

dois-mil-e-onze, o ano

Demorei a escrever isso, mas finalmente escrevi. Quero, nesse texto, fazer uma não tão breve retrospectiva desse ano (não tão breve pois o que aconteceu no decorrer de cada um desses 365 dias realmente foi algo que marcou minha vida).


Acho que fazer essa retrospectiva de maneira linear, analisando cada fato de acordo com o tempo, é algo comum. Por isso, vou buscar fugir um pouco desse padrão, e buscar algo mais alternativo. Logo, também dar destaque a algumas coisas em detrimento de outras é algo perigoso e tendencioso, pois aprendi nesse ano que, independente dos fatos, nada acontece por acaso, pois esse mesmo acaso não existe. O que existe são reações, que foram desencadeadas por alguma ação anterior, e muito além disso, há um ser que nos dá a liberdade de escolhermos agir da maneira que nos agrada, mesmo que isso desagrade Ele. Deus nos deu o livre-arbítrio, e apesar de este ser soberano, Ele nos dá o direito de agirmos da maneira que bem entendermos. Enfim, aqui vou eu.


Durante todo esse ano, uma série de acontecimentos contribuiu de forma espetacular e definitiva pra causar uma mudança radical na minha vida. Antes de tudo, o fato que esteve presente em cada dia desses 365 vividos em 2011 foi a doença do meu pai. Antes era mais difícil vê-lo tão frágil, depois de tanto tempo travando essa guerra contra o câncer. Mas, tenho fé (e médico algum tira isso de mim) que ele vai se livrar disso, muito em breve. Quantas vezes o desenganaram, mas ele se mostrou forte e valente, e é isso que me leva a crer na capacidade dele de se recuperar.


Depois disso, vejo o fato de eu ter prestado o serviço militar obrigatório durante esse ano como algo que me fez crescer e muito como pessoa. Fazendo uma análise bem rápida, dá pra notar a diferença de pensamento que eu tinha antes de começar a servir o Exército e depois do dia que eu peguei a reservista. Sem dúvida, o que aconteceu dentro do TG foi algo que fez parte desse processo de mudança. Sem contar as inúmeras guardas e amizades feitas lá. Tanta gente que realmente merece ser lembrada.


Nesse ano também encarei o primeiro dos meus 4 anos na faculdade. Cara, desde meus 15 anos sonhava em fazer Publicidade e Propaganda, e percebi que é com isso que quero trabalhar pro resto da minha vida! Apesar de ser só o primeiro ano, e de eu já ter levado duas dependências pro segundo ano, me sinto mais do que satisfeito com esse curso. E claro, sem contar a galera da sala 35, que realmente foram gente bem presente nas noites desse ano. E claro, alguns professores também, porque graças a eles eu consigo perceber que ser publicitário não é pra qualquer um. Sem dúvida, esse fato também merece destaque.


Após eu escrever isso tudo aí em cima, li e vi que de fato cada situação dessas foi algo determinante nesse processo de mudança que eu enfrentei durante esses 12 meses. Mas, sem uma coisa, algo que interligasse todos os 3 fatos, eles seriam coisas isoladas. E foi aí que eu percebi que, independente dessas coisas terem acontecido, acima delas mesmas existe algo supremo, algo maior, que estabeleceu uma espécie de ponte entre esses fatos tão distantes um do outro. E esse fato tem nome. Chama-se força de vontade.


É incrível como nós, seres humanos, temos um poder tão grande dentro de nós mesmos, mas que por várias vezes fica escondido e adormecido, dentro dos nossos mais profundos pensamentos e sentimentos. Nós mesmos nos subestimamos, duvidamos da nossa própria capacidade de superar as mais diversas provações e obstáculos que a vida nos impõe durante nossa caminhada pelos dias. E enfim, é essa a coisa que estabeleceu a ligação entre esses 3 fatos e entre outros tantos que também contribuíram pro processo de mudança interior que vivo atualmente (digo que vivo pois é algo que não termina nunca, sempre você descobre algo que você pode melhorar em si mesmo). Ao invés de ficarmos presos à situações, tal como uma desilusão amorosa, ou uma decepção muito grande com algo ou alguém, temos (e podemos) dentro de nós estabelecer o fim pra isso. E é exatamente essa força de vontade que nos movimenta, que nos dá o gás e a motivação necessária pra continuar lutando e acreditando na vida e nas pessoas. E foi essa a coisa mais importante que entendi e aprendi nesse ano: que tudo é possível, só basta crer, acreditar e lutar por isso.


Por fim, acredite e lute. Não deixe que nada ou ninguém te pare. Extraia de cada situação, seja ela boa ou ruim alguma reflexão ou ensinamento. Pense, aja com a razão, e use o poder que há dentro de você. Pois você pode fazer da sua vida algo muito melhor do que é hoje. E nesse ano, consegui fazer isso. C’est fini.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

3:06 am

aqui estou eu. chove lá fora e tá frio. é uma terça-feira, dia 15 de novembro. aqui dentro só eu estou acordado. os outros dormem. essa é a última das várias guardas que tirei durante esse ano de serviço militar. agora pouco, resolvi pegar a capa de chuva e fui dar uma volta pelas cercanias do quartel. fui andando e pensando. na vida, na ordem natural das coisas, em Deus, na família, na guria que ainda amo, no meu futuro. é interessante como todas as coisas acabam acontecendo. pensei e refleti no que aconteceu até agora. e parei no escuro, perto de um poste. percebi que tem momentos na vida que nos sentimos sem um norte, sem algo que vá nos direcionar a algo específico. uns tendem a passar por esses momentos de maneira mais tranquila, outros não.

continuei a andar. e passei a respirar fundo. a sentir o momento. o som das gotas tocando o solo e a capa de chuva, o barulho das árvores ao vento e o sopro da noite. fecho os olhos e vejo cada uma dessas coisas me cercando. lembro dos momentos bons que vivi e que estão na minha memória. quão boa e prazerosa sensação é essa, confesso. recordar-se do que já passou é algo reconfortante, e nos inspira a seguir e crer que podemos fazer tudo acontecer outra vez, e de maneira melhor e mais intensa, porque não?

voltei a caminhar. a cada passo que dava, via os momentos atuais da minha vida me cercando. a dor, a dúvida, as incertezas sobre o que há de vir misturados com uma dose de expectativa e temperados com uma pitada de ansiedade às vezes me assombram, admito. ver quem você tanto ama sofrer é uma péssima sensação. e, pior ainda, é ver quem você ama ir embora, e não poder agir pra trazê-la de volta aos seus braços. falhei, falhei, falhei. deveria ter agido melhor. sido uma pessoa melhor. com ela, com ele, com eles e elas.

quando me dou conta, se passaram vários minutos. volto pra minha cama e aqui estou, ouvindo a chuva cair, escrevendo isso. envolto e imerso na mais completa escuridão, penso. sonho. imagino. creio. e espero. porque esperar é caminhar, e vou andando pelo caminho estreito e apertado, em direção ao meu propósito, ao meu destino. vou andando para Casa, e a cada dia menos aqui é um dia mais perto do meu Pai.

por fim, vejo que entendi. passei a ver. vislumbro agora, mesmo envolto pelas sombras, o que se deve fazer. vejo que o tempo se esgota, e há a necessidade de agir. parar de falar. crescer. e assim, na totalidade da palavra, viver.

sábado, 30 de julho de 2011

a perspectiva de um novo começo.

muita gente, quando encara uma situação que marca o fim de um período, de uma fase de suas vidas, às vezes ficam sem saber o que fazer depois. bem, é fato que a cada dia temos a oportunidade de começar algo novo em nossas vidas: fazer alguns exercícios, conhecer gente nova, ouvir boas bandas, ler um livro, ter um novo amor. e, logicamente, isso tudo é extremamente benéfico pra nós! afinal de contas, o desconhecido nos atrai, a ânsia de conhecer coisas novas, de experimentar sensações diferentes, de viver situações jamais vividas antes é o que nos motiva a cada dia. por mais difícil que o fim de alguma situação ou algum período na sua vida seja difícil, saiba que sempre há uma nova oportunidade de fazer tudo diferente, um novo começo.

de volta à ativa.

fiquei um bom tempo sem postar aqui. vou tentar escrever mais e atualizar esse e meu outro blog, http://semnomenaweb.blogspot.com

fiquem ligados! :D

segunda-feira, 18 de abril de 2011

singular.

quem nunca quis ter uma coisa única? uma coisa especial? algo sem par? quem nunca desejou muito algo diferente, o qual ninguém já teve? creio eu que cada pessoa nesse mundo já sonhou com alguma coisa assim. pra ser sincero, até eu já sonhei, e admito, sonho ainda em ter alguma coisa assim. já tive experiências que podem não ser tão boas de se lembrar, mas, independentemente disso, elas foram únicas. também tive outras experiências igualmente únicas, mas que foram sensacionalmente inigualáveis. experiências essas que vão pra sempre ficar na memória. seja ela uma noite com os amigos num bar, seja ela uma tarde de outono com quem voce ama vendo um filme, seja um dia fazendo uma das coisas que você mais gosta, tem coisas que não sairão mais das minhas lembranças. e sim, a cada dia eu espero que elas voltem e mais, quero que elas nunca cessem de acontecer, sejam elas com os melhores amigos ou com aquela pessoa que você ama, mas que mesmo assim, elas continuem sendo experiências únicas, especiais, singulares.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

indiferença.

hoje em dia, essa palavra é uma coisa constante na vida de cada pessoa. segundo o dicionário, indiferença é nada mais do que 'falta de cuidado, de zelo; apatia; desprezo; negligência; frieza, insensibilidade'. cada vez mais, as pessoas de hoje continuam a se importar menos com seus semelhantes, começam a ser frias, insensíveis, apáticas. elas se preocupam mais com o que os outros vão pensar e/ou dizer delas. se preocupam mais em criticar os outros pelas costas, e mostrar um sorriso falso e hipócrita na frente. na maioria do tempo, elas mentem. e quando não mentem, manipulam e distorcem os fatos do jeito que lhes interessam. interessante, e essas pessoas ainda se fazem de vítimas, se acham o alvo, e põem a culpa nos outros. quando alguém tenta mostrar a verdade, elas acusam qualquer pessoa, mas não reconhecem que elas são as culpadas. e o mais interessante, elas só se interessam por elas. quando alguém não faz algo que ela queira, essa pessoa critica e cobra esse alguém. e quando alguém cobra essa pessoa, geralmente o alguém acaba sendo criticado pela pessoa, já que essa pessoa só pensa em si mesma. é, hoje em dia todos estão sendo tão frios uns com os outros, que nem percebem que alguns gestos, palavras e atitudes que cada um tem acaba magoando o outro.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

dias de verão.

ah, o verão... tardes quentes (demais até), sol brilhando com toda a sua força e esplendor no céu, coqueiros, praia, água, piscina, pegar um bronzeado... não sou fã de nada disso, mas enfim, é inegável que, em tempos, esse está sendo o verão mais interessante e promissor que eu já tive. não pelas tardes quentes, não pelo sol, não pelos coqueiros, piscina e afins, mas pelo fato de eu estar vivendo dias felizes. fazia tempo que eu não encontrava tamanha disposição, tamanha empolgação, tamanha vontade e curiosidade de ir seguindo os dias, de ir vivendo eles. ah, o verão... esse verão tão comum mas que vai ser único, épico, inigualável. esse verão que, apesar de estar chegando ao seu fim em algumas semanas, será o verão mais sensacional, mais incomparável dos últimos anos. aprendi tanta coisa nesse verão! aprendi a não me importar com certas coisas, aprendi a ignorar outras, aprendi a ser mais respeitoso comigo mesmo, aprendi a me valorizar mais, aprendi a mudar e tirar alguma lição de cada situação vivida durante esse verão. ah, o verão... verão esse que sem sombra de dúvida já vai ficar marcado na minha até então curta história de vida pelo que já aconteceu, pelas situações vividas, pelas experiências adquiridas, e pelas pessoas que eu conheci durante ele. ah, o verão... que já tá chegando ao seu fim, mas que me reserva o melhor pro final, como um glorioso e épico pôr-do-sol à beira-mar em alguma praia de Ibiza no fim do dia. ah, o verão... verão esse que jamais terá equivalente. ah, o verão...