domingo, 25 de novembro de 2012

ensaio sobre a indiferença


Não, eu não quero saber de nada. Não quero saber de você. Não quero saber o que você tem feito ultimamente. Não quero saber sua opinião. Não quero saber o que você pensa. Não estou interessado. Não quero conhecer seus planos, seus objetivos, suas metas. Não desejo saber o que você irá fazer daqui a 1 dia, 1 mês ou 1 ano.

Não faz a menor diferença pra mim. Não quero saber se você tem outra pessoa, se você está "disponível" ou não, não quero saber sobre seus relacionamentos passados, sobre sua visão da vida, sobre as dúvidas que pairam em sua mente. Isso não me é atraente. Não quero te conhecer.

Não preciso disso. Não preciso saber se você quer ou não ser feliz. Não preciso da sua atenção indiferente. Não preciso de sua opinião. Não preciso do seu interesse, afinal de contas, não quero saber de você.

E mesmo assim, quero você. Por um dia, apenas. E não quero fazer parte de sua vida. Mas te desejo. De corpo e alma. E sem compromisso. Sem planejar o futuro. Sem pensar no amanhã, só viver o hoje e o agora. Só você e eu, às 2 da manhã deitados ao ar livre, vendo a lua e as estrelas do céu. Sem estabelecer metas conjuntas, só viver um dia, uma experiência por vez.

E não, a necessidade não implica no sentimento. O desejo não significa amor. E sim, isso é algo estranho de se entender, mas vale a pena viver, enquanto durar.

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