terça-feira, 6 de agosto de 2013

au clair de la lune

Sublime era o sentimento que estava no ar. O sol estava se escondendo no horizonte distante, e seus raios deixavam de iluminar a terra firme e cessavam de se refletirem no mar. A cada piscar de olhos, o céu assumia diferentes tonalidades de cores. E tudo foi se escurecendo, até que a lua e as estrelas se tornaram a única fonte de luz existente, juntamente com a tocha que eu estava segurando.

Lembro-me que caminhei na beira da praia. Sentia a maré indo e vindo, a água gelada naquela noite fresca de verão. Minha chama cortava a escuridão. Ouvia o som do oceano, as ondas quebrando metros à frente e a brisa doce e suave que era responsável por deixar a noite tão amena.

Tal qual em outro sonho que eu tive, ouvi uma voz que chamava meu nome. Ela era familiar. Insistente. Me convenceu a deixar de caminhar e parar. Outra luz a acompanhava. Não era uma tocha, não era uma lâmpada, nem um lampião. Era uma espécie de aura, não tão clara assim, mas que me ajudava a percebê-la na noite iluminada pelos astros do céu. Era como se ela fosse uma estrela caída, um ser vindo de outra dimensão.

Fitei-a, observei ela se aproximar, e me senti compelido a me unir a ela. Deitados na praia, pude decorar as curvas de seu corpo. Desfrutamos um do outro, enquanto os fluídos da paixão corriam acelerados em nosso sangue. Me senti enlevado, arrebatado, transportado a uma dimensão exterior. E ela me acompanhava nessa viagem.


De volta à aparente realidade, achei que estava sonhando. Mas ouvi novamente o som das ondas, do vento e da voz dela, desta vez ao meu lado, enquanto estávamos deitados na praia à luz do luar.

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