domingo, 11 de agosto de 2013

reflexões (texto II): nada perece

(II de III)

omnia mutantur, nihil interit”.

em uma daquelas madrugadas nas quais a insônia acaba fazendo uma visita, andei lendo e me deparei com esta frase. “tudo muda, nada perece” poderia ser uma tradução bem concisa de como a ordem das coisas acontece na minha vida.

talvez perceber todas as experiências – quer sejam elas boas ou ruins – como algo que pertence exclusivamente ao passado, e dessa forma fazer com que elas estejam resumidas apenas a este período de tempo não faz sentido, concluí depois de pensar e analisar a frase acima.

negar a influência dos fatos passados no tempo presente e no futuro, quer seja este algo próximo ou distante é agir de forma tola. não é porque algo que já passou e agora está sepultado no passado cessa de ter seus efeitos no agora ou no amanhã. se eu agi de forma errada antes, aprendi com meus erros e passei a agir de forma oposta, tomando um caminho diferente daquele que me levou a falhar, ou se agi de maneira correta, percebi que estou já na estrada que leva ao sucesso e ao bem-estar, seja ele intrapessoal ou interpessoal.

é nesse conflito de situações que vou me aperfeiçoando. gosto de comparar estes conflitos a uma forma de lapidar, de moldar uma pedra bruta, para que assim ela assuma a aparência de uma verdadeira obra de arte. a pedra, que outrora não possuía forma e valor, começa a tomar forma, seus excessos são retirados, cortados, possibilitando assim que ela assuma a forma imaginada por seu Criador – tudo acaba se transformando, mas nada perece. é aí que a frase 'omnia mutantur, nihil interit', composta pelo poeta romano Óvidio, começa a fazer sentido.

Nenhum comentário:

Postar um comentário