terça-feira, 21 de agosto de 2012
sem título.
o fim de algo representa sempre um novo começo, uma nova oportunidade, uma nova situação a ser encarada. e, mesmo que seja difícil deixar coisas que nos acompanharam por muito tempo, há de se ver o progresso e o crescimento como pessoa como razão para dar fim a coisas que não lhe são benéficas. e aí entra a força de vontade: não desistir frente aos obstáculos e provas que a vida impõe, e vencê-los, não perdendo o foco no objetivo máximo que estabelecemos para nós mesmos. a vida flui como um rio, mas não podemos nos deixar levar pela correnteza! devemos lutar de maneira brava e honesta sempre, mesmo que isso signifique remar contra a corrente.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
oculto.
Cada ser humano tem alguma intenção oculta. Algum desejo reprimido. Lá dentro de nós mesmos, nos nossos mais profundos pensamentos, desejamos algo, mesmo sem perceber. Dentro do nosso íntimo reside uma vontade intensa, uma força imensurável que pode ser despertada com algo bem simples: um olhar, um toque, uma palavra. Nesses desejos, que preferimos ocultar de tudo e todos enterrando-os nas profundezas da alma, reside um poder imenso, algo igualmente intenso e inexplicável. E, quando menos percebemos, esse gigante desperta, no mais simples estímulo, e a intenção oculta se torna um desejo incontrolável...
E ainda assim insistimos em esconder e negar o que o corpo denuncia.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
uma aleatoriedade sobre a vida e o mundo das ideias
Eis um dos maiores dilemas e paradoxos do ser humano: o mundo das ideias, tão presente em nossa mente, que é algo intangível, e o que podemos tatear, ver, provar. Vivemos nessa linha tênue entre o que se vê e o que vai além daquilo que podemos explicar. Vivemos experiências que, mesmo às vezes sendo indefiníveis, são tão reais quanto um copo de água. E, da mesma maneira, buscamos explicação para coisas que vemos e ouvimos, que mesmo sendo reais, parecem vir de uma obra distópica. E nisso se baseia nossa efêmera existência, viver na corda-bamba do que é real e o que não é...
domingo, 15 de julho de 2012
sinapse dos pensamentos
É estranho pensar. Pensar e pensar, pensar sem parar. A mente funciona a tal velocidade que as ideias se desencontram. Os pensamentos correm desordenadamente pelas vias da imaginação. Não há congruência entre palavras e atitudes. Ficamos perdidos, alheios, como um barco à deriva. Somos surpreendidos por causa disso: perdemos o poder de reação diante das situações que encaramos.
O pensar em si não é algo ruim, o que complica é pensar demais. Pensar num problema a ser resolvido não é ruim, pensar demais no mesmo problema pode levar ao stress mental. Pensar em alguém não é de todo algo mal, ruim é pensar demais na mesma pessoa, e criar expectativas, que provavelmente não serão alcançadas.
Pensar demais leva ao erro, ao fracasso, a derrota. Se não conseguimos coordenar nossa mente, como solucionaremos um problema? Da mesma maneira, a ausência do pensamento nos faz sermos seres ignorantes e burros. Sem os pensamentos, nos tornamos pessoas desprovidas de criticidade, de imaginação, de objetivos, de sentimentos.
Enfim, o mundo gira na velocidade dos meus pensamentos, e eu nem sempre presto atenção. O mundo dá voltas e mais voltas, e minha mente também, acompanhando esse ritmo ininterrupto e constante. Ela gira e não para de girar...
O pensar em si não é algo ruim, o que complica é pensar demais. Pensar num problema a ser resolvido não é ruim, pensar demais no mesmo problema pode levar ao stress mental. Pensar em alguém não é de todo algo mal, ruim é pensar demais na mesma pessoa, e criar expectativas, que provavelmente não serão alcançadas.
Pensar demais leva ao erro, ao fracasso, a derrota. Se não conseguimos coordenar nossa mente, como solucionaremos um problema? Da mesma maneira, a ausência do pensamento nos faz sermos seres ignorantes e burros. Sem os pensamentos, nos tornamos pessoas desprovidas de criticidade, de imaginação, de objetivos, de sentimentos.
Enfim, o mundo gira na velocidade dos meus pensamentos, e eu nem sempre presto atenção. O mundo dá voltas e mais voltas, e minha mente também, acompanhando esse ritmo ininterrupto e constante. Ela gira e não para de girar...
quinta-feira, 12 de julho de 2012
lembranças, atualidade e o amanhã
"Nothing lasts forever". É interessante como o refrão de uma música pode sintetizar de maneira curta a efemeridade da vida. Memórias e experiências, gestos e sensações, sons e situações, tudo isso, de uma maneira rápida, passa por nós: fazem parte do passado, mas ja foram (e podem influenciar) o presente, e antes disso eram futuro, representado na ansiedade e expectativa do porvir.
Quem nunca esperou com ansiedade ganhar aquele brinquedo de aniversário? Quem nunca desejou voltar pra casa depois de ficar meses longe? Quem nunca sentiu ansiedade em rever um amigo que há muito tempo não era visto? Quem nunca sentiu expectativa ou "frio na barriga" minutos antes de beijar aquela que é a sua inspiração, e que faz seu coração bater mais rápido?
Eis aí o fato: nada dura para sempre. Muito se comenta a respeito, mas nada é certo. O futuro, o que há de porvir, o amanhã, pode-nos trazer tanto coisas boas como ruins. Coisas essas que podem influenciar nosso presente, fazendo com que acreditemos numa ilusão ou vivamos de maneira oposta, sendo extremamente racionais. E o presente influencia o passado, pois é com base na atualidade que construímos as lembranças que ficarão em nossa mente.
Não satisfeita, a vida, com seus belos gracejos paradoxais, faz com que a mesma equação funcione de maneira invertida. O futuro influencia o presente, que influencia o passado, que influencia o presente, que influencia o futuro. Usamos as lembranças para agirmos de maneira diferente na atualidade, visando colher frutos no amanhã. E aí se estabelece o ciclo perpétuo que rege a vida: tudo passa e nada dura, e a vida corre, tal como um rio que segue seu curso até desaguar no mar.
Mas, sabendo que nada dura, tentamos fazer com que tudo fique vívido em nossa mente. A risada que foi dada, o abraço que foi recebido, a companhia de quem já partiu pra eternidade, o beijo apaixonado que foi compartilhado. Infelizmente, por mais que nossa alma anseie por isso, tais lembranças não acontecerão exatamente como aconteceram. E, aí, as lembranças vão perdendo seu tom e cor, e lentamente vão se esvaindo depois do adeus.
Quem nunca esperou com ansiedade ganhar aquele brinquedo de aniversário? Quem nunca desejou voltar pra casa depois de ficar meses longe? Quem nunca sentiu ansiedade em rever um amigo que há muito tempo não era visto? Quem nunca sentiu expectativa ou "frio na barriga" minutos antes de beijar aquela que é a sua inspiração, e que faz seu coração bater mais rápido?
Eis aí o fato: nada dura para sempre. Muito se comenta a respeito, mas nada é certo. O futuro, o que há de porvir, o amanhã, pode-nos trazer tanto coisas boas como ruins. Coisas essas que podem influenciar nosso presente, fazendo com que acreditemos numa ilusão ou vivamos de maneira oposta, sendo extremamente racionais. E o presente influencia o passado, pois é com base na atualidade que construímos as lembranças que ficarão em nossa mente.
Não satisfeita, a vida, com seus belos gracejos paradoxais, faz com que a mesma equação funcione de maneira invertida. O futuro influencia o presente, que influencia o passado, que influencia o presente, que influencia o futuro. Usamos as lembranças para agirmos de maneira diferente na atualidade, visando colher frutos no amanhã. E aí se estabelece o ciclo perpétuo que rege a vida: tudo passa e nada dura, e a vida corre, tal como um rio que segue seu curso até desaguar no mar.
Mas, sabendo que nada dura, tentamos fazer com que tudo fique vívido em nossa mente. A risada que foi dada, o abraço que foi recebido, a companhia de quem já partiu pra eternidade, o beijo apaixonado que foi compartilhado. Infelizmente, por mais que nossa alma anseie por isso, tais lembranças não acontecerão exatamente como aconteceram. E, aí, as lembranças vão perdendo seu tom e cor, e lentamente vão se esvaindo depois do adeus.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
crie e viva.
seja o que você quiser. não se conforme ou se amolde. não imite ou copie. faça de tudo o que você faz algo único, ímpar, jamais visto até então. não deixe que os outros decidam por você. tenha personalidade e gostos próprios, não se leve pela multidão. não deixe que alguém diga o que você deve ou não curtir, o que deve ou não vestir. afaste-se de quem tenta te controlar, de quem tenta fazer você virar um ser inútil, sem atitude. jamais permita que digam aquilo que você deve ou não fazer, aquilo que você deve ou não ler, ou aquilo que você deve ou não ouvir. ignore quem te diz como você deve se comportar, como você deve agir. esqueça quem fala aquilo que você deve ou não dizer. abra-se, busque dentro de si a vontade, o interesse, o tesão pelas coisas da vida. viva na intensidade e literalidade da palavra, e não se prenda ao que passou. escreva sua vida hoje, agora, de maneira diferente.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
castelo de areia.
Eis a ruína das pessoas: seu excesso de autoconfiança. Sobem tão alto, imaginam, fazem planos e sonham; exageram os fatos e observam alvos muito além de seu alcance. Mas, a realidade vem, e como a maré na praia, faz com que seus tão altos castelos de areia desmoronem. Se perdem na multidão de pensamentos e são impiedosamente golpeados pelos fatos. Oxalá se a vida não me fosse cruel assim.
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