domingo, 29 de setembro de 2013

ciclos

as coisas se sucedem e, depois de um tempo, se repetem. quem nunca  parou para pensar nessa ordem cíclica das coisas? fui acordado pelo som de um trovão e não consegui voltar mais a dormir. o quarto escuro e a noite fria me davam todas as condições pra eu ter um sono gostoso e relaxante. mas não, minha mente se recusava a ficar em repouso.

o tempo vai passando, a chuva continua a cair. alguns relâmpagos iluminam o quarto, e fiquei no meio da luta entre a mente hiperativa e o corpo exausto. esta luta é um belo exemplo de como as coisas acabam acontecendo e se repetem com certa frequência.

resolvi respirar fundo e ficar em silêncio. a chuva caía, os relâmpagos iluminavam a noite escura, os trovões anunciavam que o tempo não iria melhorar tão cedo. mas um dia, o sol apareceria, tudo ficaria claro de novo, o calor tomaria conta da cidade e do coração das pessoas. as águas evaporariam, nuvens de chuva seriam formadas, e assim a chuva cairia novamente.

períodos turbulentos da vida acontecem com frequência. é bem certo que todos nós vamos sofrer durante nossa existência, seja com a morte de alguém que amamos, seja através de uma dor física, ou quem sabe nas paixões, nos relacionamentos, no amor. sempre algo ou alguém vai embora, e precisamos estar preparados para isso.

mas a questão é: nenhum tormento terreno é eterno. nada é maior do que nossa capacidade de lutar e vencer. nós fomos feitos com base num ser Perfeito, Único, Eterno. as dores passageiras dessa efêmera existência não podem nos abater, pois fomos criados para a eternidade.

pensei nisso. era como se finalmente algo tivesse sido desativado em mim. no caso, era a teimosia da minha mente. fechei meus olhos, ainda ouvindo o som da chuva e dos trovões, e dormi, sabendo que no dia seguinte encontraria o sol da esperança brilhando novamente.

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